Atheneu ONU

Apresentação

1 – O que são Modelos da ONU?
R: Modelos das Nações Unidas são eventos organizados para simular organismos internacionais e discutir tópicos da agenda global, promovendo a melhor compreensão da realidade através do debate e da interação entre diversas pessoas. Para mais informações, acesse Modelos de Simulação das Nações Unidas.

2 – Quem pode participar do Atheneu ONU?
R: Alunos do Ensino Médio do Centro de Excelência Atheneu Sergipense.

3 – Eu não tenho conhecimento sobre os temas do Atheneu ONU e não sou muito bom em História e Geografia. Devo participar mesmo assim?
R: Sim. A Organização é extremamente empenhada em ajudar na preparação dos delegados e está à disposição para resolver qualquer situação. O Atheneu ONU não se restringe às disciplinas curriculares, sendo assim, podem participar estudantes de todas as áreas.

4 – Eu tenho de seguir o Código de Conduta e Vestimenta?
R: Sim. É imprescindível que todos respeitem as regras, que serão rigorosamente observadas. Saber se portar apropriadamente e usar um traje formal será importante em muitos ambientes e situações com que os senhores irão se deparar ao longo da vida.

5 – Eu preciso comparecer a todos os dias do evento?
R: Para que você obtenha o seu certificado de participação, é necessário que compareça aos dois dias de evento (Atheneu ONU). É muito importante que você participe ativamente do evento, especialmente dos debates. Casos especiais deverão ser encaminhados e serão posteriormente analisados pela Organização.

6 – O que é o Documento de Posição Oficial? Como devo elaborá-lo e quando é preciso entregá-lo?
R: O Documento de Posição Oficial (DPO) deve ser executado apenas pelos delegados. É o documento que expressa o posicionamento do seu país em relação ao tema que será debatido no comitê, ou seja, quais são as providências que seu país já executou, se ele se encontra a favor de alguma ideologia, entre outras políticas adotadas por sua representação. Ele deverá ser escrito em linguagem formal, em lauda única, e ser fiel à política externa daquele país. O DPO deverá ser entregue na primeira sessão, lembrando que ele não é o seu discurso inicial, mas será requisitada a sua leitura em um momento específico do comitê. Para mais informações, consulte o Guia de Regras.

7 – O que é o Documento de Linha Editorial (DLE)? Como devo elaborá-lo e quando é preciso entregá-lo?
R: O Documento de Linha Editorial (DLE) deve ser elaborado apenas pelos jornalistas da imprensa digital e escrita. É nesse documento que o jornalista exprime de forma explícita o posicionamento político de seu jornal e deve ser entregue na primeira sessão. Para mais informações, consulte o Guia de Regras.

8 – O que é o Documento de Consideração Inicial (DCI)? Como devo elaborá-lo e quando é preciso entregá-lo?
R: O Documento de Consideração Inicial (DCI) deve ser redigido pelos juízes, com o objetivo de expor sua opinião acerca de cada caso. A estrutura do DCI exige uma linguagem formal, em lauda única, de modo a deixar claro o posicionamento do juiz. O documento deve ser entregue no início do julgamento de cada caso.

9 – O Guia de Regras se aplica aos juízes?
R: Sim, em relação ao fluxo de debate e a todos os procedimentos. Para mais informações, consulte o Guia de Regras.

10 – Qual é o papel dos Diretores de Comitê?
R: Os Diretores do Comitê são alunos que se aprofundaram na temática a ser debatida para apoiar a sua pesquisa, produzindo os Guias de Regras e colocando-se à disposição para auxiliar em qualquer situação. Durante as sessões, os diretores serão os responsáveis pela moderação, atentando para as regras do debate. Denominados de “mesa”, os Diretores do Comitê têm a obrigação de moderar a simulação, mantendo-se imparciais, sem influenciar os debates ou discursar sobre a temática.

11 – Devo ler os Guias de Regras?
R: Sim. O Guia de Regras é importantíssimo para sua preparação, pois ele contém informações que os diretores utilizaram para estruturar o tema, além de sugestões de material que podem lhe ajudar durante os debates e na execução de seu DPO. Utilize-o como base para suas pesquisas.

12 – O que eu recebo por ter participado do Atheneu ONU?                                                                        R: Ao final do Atheneu ONU, os participantes receberão um certificado, que podem ser utilizados para complementar seu currículo. É importante ressaltarmos que o conhecimento adquirido durante o evento é inestimável – a compreensão de diversas situações no âmbito internacional, a melhoria das habilidades de argumentação e os novos amigos em outras regiões do país.

ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma organização internacional fundada em 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de garantir a paz e a segurança internacional. Atualmente, é formada por 193 Estados soberanos e preza por relações cordiais entre as nações, pela promoção do progresso social, pelas melhorias nos padrões de vida e pelos Direitos Humanos.

O documento base e de fundação da ONU é a Carta das Nações Unidas – que expressa os ideais e propósitos dos povos cujos governos se uniram para constituir a organização, além de provisões importantes para a manutenção da paz internacional. A carta contém ainda a descrição dos órgãos da ONU e de seus respectivos poderes.

Os principais órgãos das Nações Unidas são: a Assembleia Geral, o Secretariado, o Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e Social, o Conselho de Tutela e a Corte Internacional de Justiça.

Existem também vários programas, agências e fundos que são vinculados à ONU que atuam nas mais diversas áreas. Entre eles estão: a Organização Mundial da Saúde (OMS); a Organização Internacional do Trabalho (OIT); o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI), e muitos outros.

Saiba mais em: https://nacoesunidas.org/conheca/

 

As Relações Internacionais são uma ciência política dedicada ao estudo sistemático das relações políticas, econômicas e sociais entre os diferentes países, cujos reflexos transcendem as fronteiras de um Estado. Diferem-se de História, Sociologia, Economia, Antropologia, Filosofia e Direito, ainda que compartilhem diversos conceitos e noções dessas disciplinas.

Com cada vez mais frequência, as questões internacionais deixam de ser competência exclusiva dos diplomatas e do interesse de grupos restritos. Temas como MERCOSUL, segurança regional, formação de blocos comerciais, terrorismo e preservação do meio ambiente entraram definitivamente na agenda pública.

Nesse contexto, a atuação dos profissionais de Relações Internacionais tornou-se necessária não apenas em órgãos públicos diversos, mas também em empresas privadas, multinacionais, agências de cooperação estrangeira, organizações internacionais intergovernamentais – como a ONU – e Organizações Não Governamentais (ONGs). O profissional bem informado, capaz de compreender os eventos que extrapolam Estados e países, com visão e postura cosmopolitas e ampla cultura geral, é requisitado nas mais diversas áreas.

Essa ciência analisa o cenário mundial, investiga mercados, avalia as possibilidades de negócios e aconselha investimentos no exterior. Promove entendimentos entre empresas e governos de diferentes países, abrindo caminho para exportações, importações e acordos bilaterais ou multinacionais. A internacionalização da economia amplia o campo de atuação desse profissional, que pode trabalhar em ministérios, embaixadas e consulados, grandes empresas, bancos e ONGs.

As origens da diplomacia remontam à Antiguidade, aos tratados firmados entre diferentes povos. Quando civilizações antigas faziam alianças para atacar ou se defender de um inimigo comum, ou até mesmo para firmar um acordo de comércio, era empregado um tipo de negociação pacífica entre representantes dos povos ou autoridades.

As negociações diplomáticas foram desenvolvidas pelos gregos, nas relações mantidas entre as diversas pólis helênicas e, posteriormente, pelos últimos imperadores romanos, que, com a perda de força do Império, voltaram a recorrer à negociação. O Império Bizantino foi também um precursor da diplomacia, complementando os avanços dos gregos e do Império Romano do Ocidente. Os bizantinos foram os primeiros a criar um departamento governamental especializado em diplomacia, o que serviu de base para os futuros ministérios de relações exteriores.

Atualmente, após as mudanças que o exercício da diplomacia sofreu, seu conceito pode receber diversas definições. Entre as ideias que podem ser associadas à diplomacia estão aquelas relacionadas aos interesses de um governo e à relação que este estabelece com outros governos, por meio de sua política externa e de seu ministério das relações exteriores. As negociações também estão ligadas ao conceito de diplomacia e incluem o próprio ato de negociar ou as maneiras de se fazer acordos. O termo “diplomacia” também pode ser usado para definir a escolha profissional de uma pessoa, ou seja, aquele que segue uma carreira na área, o diplomata; e, para caracterizar uma pessoa de aspecto erudito e cortês. Apesar da abrangência de emprego da palavra, o termo “diplomacia” é geralmente compreendido como o conjunto de relações entre países travadas por meio de negociações.

Os Estados, visando assegurar que seus interesses sejam bem representados durante qualquer tipo de negociação, costumam enviar missões diplomáticas para defendê-los. São diplomatas ou representantes que participam majoritariamente dessas missões diplomáticas, já que eles são os agentes do governo responsáveis por representá-lo no exterior. Muitas vezes, são os diplomatas, em conjunto com o Ministro das Relações Exteriores, que auxiliam o presidente a elaborar a política externa do país. As regulamentações das missões diplomáticas, bem como os direitos e funções de seus integrantes, estão estabelecidas na Convenção de Viena, de 1961.

Com o objetivo de garantir o consenso entre os países, as grandes organizações internacionais, como a ONU, baseiam-se na negociação diplomática, evitando, assim, a ocorrência de um conflito armado. Contudo, o grande desafio das entidades internacionais está exatamente em criar consenso. Encontrar harmonia entre culturas tão diversas se mostrou um trabalho árduo ao longo dos mais de setenta anos de existência da ONU, e essa dificuldade resultou, no decorrer das décadas, em conflitos violentos que puseram em xeque a eficácia das organizações internacionais.

A despeito das dificuldades e desconfianças, é inegável o espaço que a diplomacia conquistou dentro das organizações internacionais. Estas são, provavelmente, os melhores e mais promissores exemplos do uso da diplomacia.

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